Convidei a vida para almoçar
Um repasto
Em que servi eu as iguarias,
Presenteei-a com os mesmos pratos
E ofereci-lhe a mesma água
Com que me presenteou
Todos os dias.
Temperei com veneno o que comeu
O fel na água que lhe servi,
Olhando-me nos olhos tudo engoliu
Sorrindo trocista tudo bebeu.
No final do repasto a vida sorriu
Olhando-me com olhos que eram os meus.
Trocista, zombeteira, rindo de mim
Falando com uma voz que era a minha
A vida gargalhou, a vida disse:
Amanhã beberás o que me serviste
Amanhã comerás o que me ofereceste
E todos os dias sentirás o fel
E todos os amanhãs engolirás o veneno.
Todos os amanhãs dos teus tristes dias.
.
Este texto foi retirado daqui:
http://aliciante.weblog.com.pt
Um repasto
Em que servi eu as iguarias,
Presenteei-a com os mesmos pratos
E ofereci-lhe a mesma água
Com que me presenteou
Todos os dias.
Temperei com veneno o que comeu
O fel na água que lhe servi,
Olhando-me nos olhos tudo engoliu
Sorrindo trocista tudo bebeu.
No final do repasto a vida sorriu
Olhando-me com olhos que eram os meus.
Trocista, zombeteira, rindo de mim
Falando com uma voz que era a minha
A vida gargalhou, a vida disse:
Amanhã beberás o que me serviste
Amanhã comerás o que me ofereceste
E todos os dias sentirás o fel
E todos os amanhãs engolirás o veneno.
Todos os amanhãs dos teus tristes dias.
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