10 março, 2006

Perenidade

Nada no mundo se repete.
Nenhuma hora é igual à que passou.
Cada fruto que vem cria e promete
Uma doçura que ninguem provou.

Mas a vida deseja
Em cada recomeço o mesmo fim.
E a borboleta,mal desperta,adeja
Pelas ruas floridas do jardim.

Homem novo que vens,olha a beleza!
Olha a graça que o teu instinto pede.
Tira da natureza
O luxo eterno que ela te concede.

MIGUEL TORGA