25 maio, 2024

Hozier - Cherry Wine

25 julho, 2023

Gary Moore - Still Got the blues

08 dezembro, 2022

Jason Mraz - I Won't Give Up (Official Lyric Video)

19 janeiro, 2022

Hier encore - Charles Aznavour

JOSÉ SARAMAGO

"Quantos anos tenho? Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo. Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança. Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada. E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia. Quantos anos tenho? Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas… Valem muito mais que isso O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?! O que importa é a idade que sinto. Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos. Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios. Quantos anos tenho? Isso a quem importa? Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto." José Saramago

13 maio, 2021

David Gilmour with Romany Gilmour - Yes, I Have Ghosts (Official Music V...

13 abril, 2018

Unforgettable - Nuovo Cinema Paradiso (Scena Finale, 1988) HD

27 março, 2018

JORGE PALMA -Estrela do mar

28 janeiro, 2016

Dança no gelo

27 outubro, 2013

Lou Reed

16 março, 2013

JOANA MANUEL

21 agosto, 2012

CAMEL - Born to air

12 abril, 2012

AS TIME GOES BY

16 fevereiro, 2012

El Derecho al Delirio

12 fevereiro, 2012

ONE MOMENT IN TIME

01 outubro, 2011

Há quem tenha medo que o medo acabe

31 maio, 2011

Dizer Não

Diz NÃO à liberdade que te oferecem, se ela é só a liberdade dos que ta querem oferecer. Porque a liberdade que é tua não passa pelo decreto arbitrário dos outros.

Diz NÃO à ordem das ruas, se ela é só a ordem do terror. Porque ela tem de nascer de ti, da paz da tua consciência, e não há ordem mais perfeita do que a ordem dos cemitérios.

Diz NÃO à cultura com que queiram promover-te, se a cultura for apenas um prolongamento da polícia. Porque a cultura não tem que ver com a ordem policial mas com a inteira liberdade de ti, não é um modo de se descer mas de se subir, não é um luxo de «elitismo», mas um modo de seres humano em toda a tua plenitude.

Diz NÃO até ao pão com que pretendem alimentar-te, se tiveres de pagá-lo com a renúncia de ti mesmo. Porque não há uma só forma de to negarem negando-to, mas infligindo-te como preço a tua humilhação.

Diz NÃO à justiça com que queiram redimir-te, se ela é apenas um modo de se redimir o redentor. Porque ela não passa nunca por um código, antes de passar pela certeza do que tu sabes ser justo.

Diz NÃO à verdade que te pregam, se ela é a mentira com que te ilude o pregador. Porque a verdade tem a face do Sol e não há noite nenhuma que prevaleça enfim contra ela.

Diz NÃO à unidade que te impõem, se ela é apenas essa imposição. Porque a unidade é apenas a necessidade irreprimível de nos reconhecermos irmãos.

Diz NÃO a todo o partido que te queiram pregar, se ele é apenas a promoção de uma ordem de rebanho. Porque sermos todos irmãos não é ordenanmo-nos em gado sob o comando de um pastor.

Diz NÃO ao ódio e à violência com que te queiram legitimar uma luta fratricida. Porque a justiça há-de nascer de uma consciência iluminada para a verdade e o amor, e o que se semeia no ódio é ódio até ao fim e só dá frutos de sangue.

Diz NÃO mesmo à igualdade, se ela é apenas um modo de te nivelarem pelo mais baixo e não pelo mais alto que existe também em ti. Porque ser igual na miséria e em toda a espécie de degradação não é ser promovido a homem mas despromovido a animal.

E é do NÃO ao que te limita e degrada que tu hás-de construir o SIM da tua dignidade.

Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'

19 maio, 2011

Julianna Barwick - The Magic Place

08 janeiro, 2011

Eu sei que vou te amar

26 dezembro, 2010

NATAL


"Tu que dormes à noite na calçada ao relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão, amigo
És meu irmão.

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão, amigo
És meu irmão.

Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um Homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão, amigo
És meu irmão.

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que comprei
És meu irmão, amigo
És meu irmão.

Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um Homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher."

Poema de José Carlos Ary dos Santos ..

02 julho, 2010

Martin Circus - Le Matin Des Magiciens [Snow Queen Clip]

08 maio, 2010

Companheira (Pedro Barroso)



Deixei pousar minha boca em tua fronte
toquei-te a pele como se fosses harpa
escorreguei em teu ventre como o vento
e atravessei-te em mim como se fosse farpa

Deixei crescer uma vontade devagar
deixei crescer no peito um infinito
morri da morte lenta do desejo
e em cada beijo abafei um grito

Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira

Inventei mil paisagens no teu peito
rebentei de loucura e fantasia
quando me olhavas devagar com esse jeito
e eu descobri tanta coisa que não vias

Havia em ti uma forma grande de incerteza
que conseguias converter em alegria
havia em ti um mar salgado de beleza
que me faz sentir saudades em cada dia

Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira

(música e letra de Pedro Barroso

16 março, 2010

the piper at the gates of dawn

10 janeiro, 2010

ELLIS REGINA - FASCINAÇAO

02 outubro, 2009

SERPA

03 agosto, 2009

Nuovo Cinema Paradiso

22 junho, 2009

ROMEU E JULIETA

15 fevereiro, 2009

Romeo & Juliet

02 janeiro, 2009

PONTE PARA O FUTURO - FELIZ 2009



Esperança

Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.
Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro.

Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois se amavam.
Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.
Estou procurando trabalho- disse ele. Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar.
Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho. Na realidade, meu irmão mais novo.
Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.
- Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo.

Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.
Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.
O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra.
O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca!
Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho.
Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei.
No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao olhar novamente
para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos.
Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte.
O carpinteiro estava partindo com sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: espere! fique conosco mais alguns dias;.
E o carpinteiro respondeu: eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir.

VOTOS DE UM FELIZ 2009

20 agosto, 2008

IMAGINE

14 junho, 2008

LOVE STORY

26 maio, 2008

DESIDERATA

Com a devida vénia ao meu amigo João.


DESIDERATA


Vai suavemente por entre a agitação e a pressa e lembra-te da paz que pode haver no silêncio.Sem seres subserviente, mantém-te em paz com todos.

Diz a tua verdade calma e claramente e escuta com atenção os outros ainda que menos dotados ou ignorantes, também eles têm a sua história.

Evita as pessoas barulhentas e agressivas pois são mortificações para o espírito.

Não te compares com os outros, podes tornar-te presunçoso ou melancólico pois haverá sempre alguém superior ou inferior a ti.

Alegra-te com os teus projectos tanto como com as tuas realizações.

Ama o teu trabalho, mesmo que ele seja humilde, pois ele é um verdadeiro tesouro na contínua mudança dos tempos.

Sê prudente nos teus negócios pois o mundo está cheio de estultícia mas que isso não te cegue a ponto de não veres a virtude onde ela existe.

Muita gente luta por altos ideais e em toda a parte a vida está cheia de heroísmo.

Sê tu mesmo e sobretudo não simules afeição nem sejas cínico em relação ao amor pois, perante a aridez e o desencanto ele é perene como a relva.

Toma amavelmente os conselhos dos mais velhos e renuncia com graciosidade às ideias loucas da juventude.

Cultiva a fortaleza de espírito para que não sejas apanhado de surpresa nas ciladas inesperadas da vida.

Não te aflijas com perigos imaginários:muitas vezes o medo é resultado do cansaço e da solidão.

Além de uma disciplina salutar, sê gentil contigo mesmo.

Tu és um filho do Universo e tal como as árvores e as estrelas, tens o direito de o habitar. E quer isto seja ou não claro para ti, o Universo é-te disto revelador.

Mantém-te em paz com Deus, seja qual for o conceito que Dele tiveres.
Mantém-te em paz com a tua alma apesar da ruidosa confusão da vida.

Apesar das suas falsidades, lutas e sonhos desfeitos, o Mundo é ainda maravilhoso.
Sê cuidadoso.

Luta. Luta para seres feliz.



Max Ehrmann

18 maio, 2008

Together

16 maio, 2008

CERTEZAS

Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim,
que queira estar junto de mim, me
abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de
mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber
que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampado em meu rosto, mesmo quando
a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao
meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e
poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim
quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem
humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro
dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras
pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo
de verde e entendê-lo como "sim".
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de
me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais
pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que
a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a
pena!!!

Mário Quintana

25 abril, 2008

Joaquim Pessoa (vou-me embora de mim)

Atreve-te a julgar. Julga os outros julgando-te a ti mesmo.

A natureza das coisas é a tua natureza.

Respira-te, despe-te, faz amor com as tuas convicções, não te limites a sorrir

quando não sabes mais o que dizer.

Os teus dentes estão lavados, as tuas mãos são amáveis, mas falta-te

decisão nos passos e firmeza nos gestos.

Procura-te. Tenta encontrar-te antes que te agarre a

voracidade do tempo.

Faz as coisas com paixão. Uma paixão irrequieta,

que não te dê descanso

e te faça doer a respiração. Aspira o ar, bebe-o com força, é

teu, nem um centavo pagarás por ele.

Quanto deves é à vida, o que deves é a ti mesmo. Canta.

Canta a água e a montanha e o pescoço do rio,

e o beijo que deste e o beijo que darás, canta

o trabalho doce da abelha e a paciência com que crescem

as árvores,

canta cada momento que partilhas com amigos, e cada

amigo

como um astro que desponta no firmamento breve do teu

corpo.

E canta o amor. E canta tudo o que tiveres razão para

cantar.

E o que não souberes e o que não entenderes, canta.

Não fujas da alegria. A própria dor ajuda-te a medir

a felicidade. Carrega nos teus ombros os séculos passados e

os séculos vindouros,

muito do pó que sacodes já foi vida, talvez beleza, orgulho,

pedaços de prazer.

A estrela que contemplas talvez já não exista, quem sabe,

o que te ajudou a ser vida de quantas vidas precisou. Canta!

Se sentires medo, canta. Mas se em ti não couber a alegria,

não pares de cantar.

Canta. Canta. Canta. Canta. Canta. constrói o teu amor,

vive o teu amor,

ama o teu amor. De tudo o que as pessoas querem, o que mais querem é o amor.

Sem ele, nada nunca foi igual, nada é igual, nada será igual

alguma vez.

Canta. Enquanto esperas, canta.

Canta quando não quiseres esperar.

Canta se não encontrares mais esperança. E canta quando a

esperança te encontrar.

Canta porque te apetece cantar e porque gostas de cantar e

porque sentes que é preciso cantar.

E canta quando já não for preciso. Canta porque és livre.

E canta se te falta a liberdade.

(...)



in Vou-me embora de mim, Ed. Hugin, 2000, págs. 21-23

23 abril, 2008

MEMÓRIAS

12 abril, 2008

serpa

10 janeiro, 2008

SEGUE O TEU DESTINO




Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

Ricardo Reis

02 dezembro, 2007

CREIO NOS ANJOS QUE ANDAM PELO MUNDO

Creio nos anjos que andam pelo mundo,
creio na deusa com olhos de diamantes,
creio em amores lunares com piano ao fundo,
creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes;

Creio num engenho que falta mais fecundo
de harmonizar as partes dissonantes,
creio que tudo é eterno num segundo,
creio num céu futuro que houve dantes,

Creio nos deuses de um astral mais puro,
na flor humilde que se encosta ao muro,
creio na carne que enfeitiça o além,

Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
na ocupação do mundo pelas rosas,
creio que o amor tem asas de ouro. amém.

Autora: Natália Correia

11 novembro, 2007

NUVEM PASSAGEIRA

NUVENS

30 agosto, 2007

Are you Alright

30 julho, 2007

VIAGEM


Viagem



Aparelhei o barco da ilusão

E reforcei a fé de marinheiro.

Era longe o meu sonho, e traiçoeiro

O mar...

(Só nos é concedida

Esta vida

Que temos;

E é nela que é preciso

Procurar

O velho paraíso

Que perdemos).



Prestes, larguei a vela

E disse adeus ao cais, à paz tolhida

Desmedida,

A revolta imensidão

Transforma dia a dia a embarcação

Numa errante e alada sepultura...

Mas corto as ondas sem desanimar.

Em qualquer aventura,

O que importa é partir, não é chegar.


MIGUEL TORGA

04 julho, 2007

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...


" Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa

06 maio, 2007

REFLEXOS

10 abril, 2007

Um lugar encantado


Um lugar encantado


É um lugar encantado
entre o mundo e a solidão
onde se espreita estrelas
e a vida cabe nas mãos

sento-me em frente ao mar
olho para longe do fim
perdem-se barcos na espuma
não sei é dentro de mim

e fico um pouco mais
gosto de anoiteça aqui
só neste lugar tudo faz sentido
mesmo sem ti

é uma praia onde a noite
me faz lembrar quem eu sou
sem ouvir o que me pedem
sem importar o que dou

antes de todas as mágoas
havia o mesmo luar
só eu cumpri a promessa
de cá voltar

e fico um pouco mais
gosto de anoiteça aqui
só neste lugar tudo faz sentido
mesmo sem ti

Susana Felix

Castelo de Serpa

09 abril, 2007

Minas de S. Domingos 2

Minas de S. Domingos

01 abril, 2007

tempos tranquilos

25 março, 2007

chuva

23 fevereiro, 2007

Hoje sinto-me assim

SERRA DA ESTRELA


07 janeiro, 2007

2007


Aqui estou eu a entrar em 2007 sem tempo para nada (exames e mais exames),mas nao queria deixar de passar muito ao de leve so para assinalar que este blog ainda continua vivo.

16 dezembro, 2006

Petit papa Noel

A mim calhou-me o verde

GREEN

You are a very calm and contemplative person. Others are drawn to your peaceful, nurturing nature.

Find out your color at QuizMeme.com!

10 dezembro, 2006

Fim de semana grande(ou pequeno?)

26 outubro, 2006

ALENTEJO


Aluz que te ilumina,
Terra da cor dos olhos de quem olha!
A paz que se adivinha
Na tua solidão
Que nenhuma mesquinha
Condição
Pode compreender e povoar!
O mistério da tua imensidão
Onde o tempo caminha
Sem chegar!...


MIGUEL TORGA

16 setembro, 2006

Amor da palavra, amor do corpo

A nudez da palavra que te despe.
Que treme, esquiva.
Com os olhos dela te quero ver,
que não te vejo.
Boca na boca através de que boca
posso eu abrir-te e ver-te?
É meu receio que escreve e não o gosto
do sol de ver-te?
Todo o espaço dou ao espelho vivo
e do vazio te escuto.
Silêncio de vertigem, pausa, côncavo
de onde nasces, morres, brilhas, branca?
És palavra ou és corpo unido em nada?
É de mim que nasces ou do mundo solta?
Amorosa confusão, te perco e te acho,
à beira de nasceres tua boca toco
e o beijo é já perder-te.


Antonio Ramos Rosa

TARRAGONA

27 agosto, 2006

FERIAS

neste momento a gerencia encontra-se em vilegiatura. ate breve.

23 junho, 2006

#

Que suave é o ar! Como parece
Que tudo é bom na vida que há!
Assim meu coração pudesse
Sentir essa certeza já.
Mas não; ou seja a selva escura
Ou seja um Dante mais diverso,
A alma é literatura
E tudo acaba em nada e verso.


Fernando Pessoa,

26 maio, 2006

PONTE ROMANA EM FRONTEIRA

11 maio, 2006

FAZ-ME O FAVOR

Faz-me o favor...

Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.

É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és nao vem à flor
Das caras e dos dias.

Tu és melhor -- muito melhor!
Do que tu. Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.

Mário Cesariny

POEMA

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

Mário Cesariny

01 abril, 2006

URGENTEMENTE

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

EUGÉNIO DE ANDRADE

VELEIROS

PALAVRAS

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos
eram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus

EUGÉNIO DE ANDRADE

28 março, 2006

#

22 março, 2006

AGUA

HOJE É O DIA MUNDIAL DA ÁGUA


PRAIA


Aqui nesta praia onde

Não há nenhum vestígio de impureza,

Aqui onde há somente

ondas tombando ininterruptamente,

Puro espaço e lúcida unidade,

Aqui o tempo apaixonadamente

encontra a própria liberdade.


sophia de mello breyner

21 março, 2006

DIA MUNDIAL DA POESIA

AS PALAVRAS

São como um cristal,
as palavras.
Algumas,um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm,cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas,inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

EUGÉNIO DE ANDRADE

10 março, 2006

Perenidade

Nada no mundo se repete.
Nenhuma hora é igual à que passou.
Cada fruto que vem cria e promete
Uma doçura que ninguem provou.

Mas a vida deseja
Em cada recomeço o mesmo fim.
E a borboleta,mal desperta,adeja
Pelas ruas floridas do jardim.

Homem novo que vens,olha a beleza!
Olha a graça que o teu instinto pede.
Tira da natureza
O luxo eterno que ela te concede.

MIGUEL TORGA

08 março, 2006

vila ou cidade?

07 março, 2006

CONFIANÇA

CONFIANÇA



O que é bonito neste mundo, e anima,

é ver que na vindima

de cada sonho

Fica a cepa a sonhar com outra aventura...

E que a doçura

que se não prova

Se transfigura

numa doçura

muito mais pura

e muito mais nova...

18 fevereiro, 2006

Loucos de Lisboa

Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava
a bica, ao melhor dos seus ouvintes

As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Num gesto que podia ser de amor
Sorria, e ao sorrir agradecia

São os loucos de Lisboa
Que nos fazem recordar
A Terra gira ao contrário
E os rios correm para o mar

Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto
Entrava como artista principal

Compramos a entrada p'ra sessão
Pra ver tal personagem no écran
O rosto maltratado era a razão
De ele não aparecer pela manhã

Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá pára
Um louco a fazer-lhe companhia

E sempre a mesma posse o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueam
Sentado la continua a cravar
Beijinhos as meninas que passeiam.

Ala dos Namorados

Spath

09 fevereiro, 2006

"Haja temeridade"

Sobre a ponte insegura é que é passar!
Fica o rio a correr dentro das veias.
Quanta angústia levar,
Quantas areias
De oiro
Ou de ilusão,
É como se nos fossem afogar
A inquietação.

Arcos de ferro ou de granito
E sólidos soalhos de varanda
Não me parecem piso de quem anda
A descobrir as formas imprecisas
Desta humana aventura.
Só de credo na boca vale a pena
Olhar a vida, que da sepultura
Nos acena.

Miguel Torga

27 dezembro, 2005

Natal

Velho Menino-Deus que me vens ver
Quando o ano passou e as dores passaram:
Sim, pedi-te o brinquedo, e queria-o ter,
Mas quando as minhas dores o desejaram...

Agora, outras quimeras me tentaram
Em reinos onde tu não tens poder...
Outras mãos mentirosas me acenaram
A chamar, a mostrar e a prometer...

Vem, apesar de tudo, se queres vir.
Vem com neve nos ombros, a sorrir
A quem nunca doiraste a solidão...

Mas o brinquedo... quebra-o no caminho.
O que eu chorei por ele! Era de arminho
E batia-lhe dentro um coração...

Miguel Torga

ORIGENS

20 dezembro, 2005

DESFECHO

Não tenho mais palavras.
Gastei-as a negar-te...
(Só a negar-te eu pude combater
O terror de te ver
Em toda a parte).

Fosse qual fosse o chão da caminhada,
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu ventre calado
E paciente...

E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.

Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia...
Agora somos dois obstinados,
Mudos e malogrados,
Que apenas vão a par na teimosia.

( Miguel Torga)

Nas asas do desejo

17 dezembro, 2005

falta muito?

12 dezembro, 2005

JOHN LENNON


Happy Xmas (War Is Over)
John Lennon / Yoko Ono

(Happy Xmas Kyoko Happy Xmas Julian)

So this is Xmas
And what have you done
Another year over
And a new one just begun
And so this is Xmas
I hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young

A very Merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

And so this is Xmas
For weak and for strong
For rich and the poor ones
The world is so wrong
And so happy Xmas
For black and for white
For yellow and red ones
Let's stop all the fight

A very Merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

And so this is Xmas
And what have we done
Another year over
A new one just begun
And so happy Xmas
We hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young

A very Merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear
War is over, if you want it
War is over now

07 dezembro, 2005

Deambulando 1

05 dezembro, 2005

As time goes by

You must remember this
A kiss is just a kiss, a sigh is just a sigh.
The fundamental things apply
As time goes by.

And when two lovers woo
They still say, "I love you."
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by.

Moonlight and love songs
Never out of date.
Hearts full of passion
Jealousy and hate.
Woman needs man
And man must have his mate
That no one can deny.

It's still the same old story
A fight for love and glory
A case of do or die.
The world will always welcome lovers
As time goes by.

04 dezembro, 2005

Iluminações 2

Iluminacões

02 dezembro, 2005

Leva-me longe, meu suspiro fundo,
Além do que deseja e que começa,
Lá muito longe, onde o viver se esqueça
Das formas metafísicas do mundo.

Aí que o meu sentir vago e profundo
O seu lugar exterior conheça,
Aí durma em fim, aí enfim faleça
O cintilar do espírito fecundo.

Aí . . . mas de que serve imaginar
Regiões onde o sonho é verdadeiro
Ou terras para o ser atormentar?

É elevar demais a aspiração,
E, falhando esse sonho derradeiro,
Encontrar mais vazio o coração.

Fernando Pessoa

A Ponte 4